Sexta-feira, Julho 17, 2009

A Banalização do Segredo de Estado

Nas Forças Armadas sempre houve um cuidado e um saber próprio para manusear matérias classificadas. A isso nos obrigaram as regras bem definidas quer a nível nacional quer pela Aliança Atlântica e que sempre procuramos seguir até porque o seu não cumprimento, para além, principalmente, dos riscos de segurança importantes que acarretavam, eram passíveis de procedimentos disciplinares ou mesmo criminais.

O Almirante Nobre de Carvalho, pelos importantes cargos que desempenhou e que lhe proporcionaram grande experiência e saber na área da Segurança de matérias classificadas, escreveu no Diário de Notícias de 9 de Julho um artigo subordinado ao tema em epígrafe que, com a devida vénia, a seguir transcrevo:




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Quinta-feira, Julho 16, 2009

Debate no Clube Militar Naval



Conforme estava programado e publicitado pela "Voz da Abita" teve lugar no dia 9 de Julho no Clube Militar Naval um Colóquio/Debate subordinado ao tema: "Segurança e Controlo nos Espaços Marítimos".

Com a sala repleta de associados e após uma curta intervenção de boas-vindas do Presidente da Direcção do Clube seguiram-se as intervenções dos oradores, os consócios Caetano Silveira, Castanho Paes e Reis Rodrigues, cabendo a moderação ao consócio Balcão Reis.
Seguiu-se um prolongado debate, que se estendeu bastante para além da meia-noite, deixando bem clara a importância que aquele conjunto de camaradas atribui a este assunto.

O camarada Balcão Reis produziu uma súmula do debate que pode ser consultada AQUI

A Revista de Marinha na Internet


A Revista de Marinha, agora dirigida pelo nosso camarada Alm. Henrique Alexandre da Fonseca, para além das excelentes edições em papel que tem publicado nos últimos meses, criou agora um sítio na Internet onde se podem encontrar referências muito interessantes e importantes à vida no Mar e dos Marinheiros.

A Voz da Abita felicita esta iniciativa, estando certa do seu êxito, e passa a ter uma hiperligação permanente à Revista.

Aconselho a visitá-la agora e poderão começar lendo o conteúdo de uma Moção de Apoio à Fragata Corte Real que foi aprovada na secção de Transportes da Sociedade de Geografia seguindo este LINK.

Quinta-feira, Julho 09, 2009

Conversas Informais


Prosseguindo o cumprimento do seu Plano Anual de Actividades o Grupo de Amigos do Museu da Marinha (GAMMA) promove no Sábado dia 11 de Julho, naquele Museu, pelas 1100, uma Conversa Informal sobre a «Batalha Naval do Cabo de S. Vicente» entre as Forças Navais Absolutistas e as Constitucionais representadas num belo óleo patente no Museu.

Falará o Cte Jorge Semedo de Matos, mestre doutorando em História, (membro d'A Voz da Abita), o que nos dá a garantia duma excelente oportunidade para percebermos a importância deste combate para o envolvimento das tropas absolutistas que em terra levaram à Convenção de Évora-Monte.

(Informação prestada pelo GAMMA)

Quarta-feira, Julho 08, 2009

USS JFK em Palma de Maiorca


Foto tirada em 1972, a bordo da "Pero Escobar", ao "John F Kennedy", frente a Palma de Maiorca. Não nos aproximámos mais por razões óbvias, que a foto também documenta. Trinta e sete anos depois, o navio continua operacional, pelo que se pode ver no post anterior. Não somos só nós a operar navios velhinhos...

Terça-feira, Julho 07, 2009

USS JFK em Malta

Todas as Fainas aqui Ponte - Preparar para passar espias a terra!



Domingo, Julho 05, 2009

Mensagem que enviei também ao PR, ao 1º Ministro, aos partidos e a diversos orgãos de Comunicação:

Assistência na saúde aos militares e suas famílias.
Decidiu este Governo reduzir drasticamente as comparticipações nas despesas de saúde dos militares e suas famílias.
A assistência que tinham era efectuada no cumprimento da Lei da Condição Militar:
Art. 2. ° A condição militar caracteriza-se:
a) Pela subordinação ao interesse nacional;
b) Pela permanente disponibilidade para lutar em defesa da Pátria, se necessário com o sacrifí­cio da própria vida;
c) Pela sujeição aos riscos inerentes ao cumpri­mento das missões militares, bem como à for­mação, instrução e treino que as mesmas exi­gem, quer em tempo de paz, quer em tempo de guerra;
d) Pela subordinação à hierarquia militar, nos ter­mos da lei;
e) Pela aplicação de um regime disciplinar pró­prio;
f) Pela permanente disponibilidade para o serviço, ainda que com sacrifício dos interesses pessoais;
g) Pela restrição, constitucionalmente prevista, do exercício de alguns direitos e liberdades;
h) Pela adopção, em todas as situações, de uma conduta conforme com a ética militar, por forma a contribuir para o prestígio e valoriza­ção moral das forças armadas;
I) Pela consagração de especiais direitos, compen­sações e regalias, designadamente nos campos da Segurança Social, assistência, remunerações, cobertura de riscos, carreiras e formação.
.................................................................................................................................
Art. 15. ° - 1 - Atendendo à natureza e caracterís­ticas da respectiva condição, são devidos aos militares, de acordo com as diferentes formas de prestação de serviço, os benefícios e regalias fixados na lei.
2 - É garantido aos militares e suas famílias, de acordo com as condições legalmente estabelecidas, um sistema de assistência e protecção, abrangendo, desig­nadamente, pensões de reforma, de sobrevivência e de preço de sangue e subsídios de invalidez e outras for­mas de segurança, incluindo assistência sanitária e apoio social.
............................................................................................

A assistência na saúde é compensação pela perda de direitos constitucionais que qualquer outro cidadão tem.
Mas tem um outro objectivo aínda mais importante a considerar que é o da sua incidência sobre o moral dos militares.
Combatentes desmoralizados podem ter o armamento mais sofisticado mas estão muito perto da derrota. Sem incentivo moral, são meros mercenários que, na hora da verdade, se pouparão e cederão perante os riscos. Há inúmeros exemplos na História de forças menos poderosas terem conseguido a vitória. A maioria desses casos pela sua maior força moral.
Qualquer chefe militar sabe que é primordial ter os seus homens moralizados, motivados. E tudo deverá fazer para tal. E quanto mais elevado na hierarquia maiores as suas responsabilidades e capacidades de tal conseguir. Governantes não o devem ignorar.
É muito importante para o moral do combatente, na defesa da vida e dos bens dos seus concidadãos, saber que vale a pena correr o risco de morrer, ficar estropiado ou apenas doente e deixar a sua família desamparada, porque sente e confia na solidariedade.
E o apoio na sua saúde e dos seus familiares é-lhe uma das mais importantes manifestações dessa solidariedade. Porque a saúde é, como sabemos, talvez o bem mais importante de qualquer indivíduo.
À consideração de candidatos a governantes e legisladores.
António José de Matos Nunes da Silva
C/Alm Ref

Sábado, Julho 04, 2009

Expliquem-me como se eu fosse muito burro...

Será ignorância ou "Confundir para (des)Governar"?...

No Blog "ALBERGUE PORTUGUÊS", recomendo a leitura do post "Jaime Silva, o Mar Português e as Pescas"

Sexta-feira, Julho 03, 2009

Segurança e Controlo nos Espaços Marítimos



O interesse demonstrado nos últimos tempos, por muitos camaradas, em obterem esclarecimentos sobre o tema em epígrafe, bem como em poderem sobre ele tecer os seus pontos de vista, levou a que um grupo de sócios do CMN procurasse, e obtivesse, junto da respectiva Direcção o necessário acordo para a sua realização.

Assim vai ter lugar no próximo dia 9 de Julho, a partir das 21 horas, no Clube Militar Naval, um Colóquio/Debate sobre "Segurança e Controlo nos Espaços Marítimos"

Numa mesa que será moderada pelo consócio Balcão Reis, terão assento ainda mais 3 consócios que abordarão os seguintes sub-temas e não necessariamente pela ordem a seguir indicada:

Castanho Paes - "Incoerência na criação de uma Guarda Costeira Portuguesa"

Reis Rodrigues " Porque se usam as Marinhas em tarefas de fiscalização e policiamento do mar"

Caetano Silveira - Competências nos espaços Marítimos - Enquadramento Legal.

O interesse do tema e o saber, a experiência e a competência dos oradores, certamente proporcionarão um excelente debate que terá lugar a seguir às suas apresentações.

PR Visita a Marinha

O Presidente da República, Comandante Supremo das Forças Armadas, visitou hoje, uma vez mais, a Marinha tendo sido recebido pelo Almirante Chefe do Estado Maior da Armada, e pelo V/Almirante Comandante Naval.

Tendo embarcado em Setúbal no NRP “Centauro” seguiu para o Ponto de Apoio Naval de Tróia onde, após os cumprimentos pelas Entidades presentes no evento, assistiu à apresentação das capacidades do Centro de Operações Marítimas e do Centro Nacional Coordenador Marítimo a que se seguiram as demonstrações de um Exercício de Segurança Energética e as demonstrações de projecção de forças com:

- Desembarque em costa aberta
- Manobra táctica com execução de tiro real
- Reembarque em costa aberta


BubbleShare: Share photos - Find great Clip Art Images.



Os diapositivos apresentados são retirados da Galeria de Imagens do site do "Comandante Supremo das Forças Armadas" onde outros mais podem ser vistos.

Em jeito de nota pessoal, devo confessar não ter sido, no passado, favorável à utilização da boina por marinheiros que não sejam os Fuzileiros afastando-os do seu traje tradicional , mas hoje não é mais do que um sinal de que "mudam-se os tempos", e que o meu tempo já é passado.

Terça-feira, Junho 30, 2009

Marinha deve deixar Vila Franca em Agosto



Do Jornal Público, com a devida vénia:



30.06.2009, Jorge Talixa

Câmara quer ficar com o espaço e está disposta a discutir propostas com o Ministério das Finanças. Oposição e maioria socialista são unânimes quanto à futura utilização dos terrenos

O Estado-Maior da Armada (EMA) deverá encerrar já no final de Agosto a totalidade do complexo de escolas que ainda possui a sul de Vila Franca de Xira, libertando um espaço com perto de 12 hectares, situado numa área privilegiada entre a Estrada Nacional 10, a Linha do Norte e o Tejo.
O antigo Grupo Número 1 das Escolas da Armada está hoje praticamente desactivado, depois de as actividades de formação do pessoal da Marinha terem sido transferidas para o Alfeite. A gestão do espaço passará transitoriamente para a Direcção-Geral do Tesouro e Finanças (que recebeu as competências da antiga Direcção-Geral do Património), mas a câmara vila-franquense já manifestou o seu interesse em assumir a posse do complexo, prometendo vocacioná-lo para a educação, o desporto e o lazer.
A autarquia está mesmo disposta a equacionar uma proposta de aquisição por valores considerados "razoáveis", tendo também em conta que o Plano Director Municipal não permite a urbanização daquela área.
O assunto foi colocado na última sessão camarária pelo vereador Nuno Libório (CDU), lembrando que as piscinas do antigo complexo de escolas da Marinha de Vila Franca - que chegou a ser frequentado por cerca de quatro mil alunos marinheiros por ano - "já não estão abertas à população em geral" desde o final de Maio e que os últimos cursos ali leccionados "há muito que foram deslocados para o Alfeite", sendo suprimidos "muitos postos de trabalho".
Piscinas já foram fechadas
"A desactivação e alienação das instalações de Vila Franca será uma realidade previsível. Importa saber o destino destas instalações", prosseguiu o autarca, perguntando que diligências o executivo do PS tem feito "no sentido de acautelar os interesses do ordenamento do território" e se tem conhecimento das intenções do Ministério da Defesa. "A CDU defende uma tomada de posição vincada da câmara, através de uma estratégia e de um plano de ordenamento que revitalize a importância daquele espaço, numa lógica de desenvolvimento do concelho", observou.
Também o social-democrata Rui Rei se mostra preocupado com a situação, frisando que, uma vez desactivado o complexo, as duas piscinas entrarão em rápida degradação, assim como o ginásio ali existente. "Segundo julgo saber, os contratos com a EDP terminam em Agosto e as piscinas já não são usadas. Além de todas as outras infra-estruturas, que vão ficar devolutas. Gostaria de saber o que é que a câmara já negociou para que todas aquelas instalações passem para a posse do município", referiu o eleito da coligação Mudar Vila Franca (PSD/CDS-PP), sublinhando que a autarquia deverá fazer todos os esforços para que os equipamentos fiquem ao serviço da população.
Maria da Luz Rosinha, presidente da Câmara de Vila Franca de Xira, garantiu que a autarquia "não teve nenhum descuido" e "não deixou passar nada em branco", mas frisou que aquele não é um terreno da câmara, embora já há 12 anos os autarcas locais manifestem o seu interesse no espaço a desocupar pela Marinha. "Não pode ser a câmara a decidir o que se vai fazer. A última informação que temos é que a escola ficará desactivada até fim de Agosto, início de Setembro", acrescentou, salientando que isso não significa que fique imediatamente liberto.
A autarca sustentou também que, para além de transmitir ao Governo o seu interesse, a câmara tratou também de fixar na revisão (em vias de conclusão) do Plano Director Municipal que aquela área só poderá destinar-se a actividades ligadas à educação, ao desporto e ao lazer.


Segunda-feira, Junho 29, 2009

A Sagres em NYC


Após uma escala na Bermuda e para uma estadia de cerca de uma semana chega hoje a Nova Iorque, em viagem de instrução de cadetes do 1º ano da Escola Naval, o NE "Sagres"

O planeamento para a navegação prevista para esta Viagem de Instrução pode ser acedido seguindo este LINK

Dia do Fuzileiro

Com a devida vénia para com o Diário de Notícias, se transcreve o seguinte artigo:

«Marinha
Fuzileiro uma vez, fuzileiro para sempre»


por CARLOS RODRIGUES LIMA

«Várias gerações de 'fuzos' juntaram-se, ontem, na escola de formação desta unidade de elite da Marinha. O dia do fuzileiro foi comemorado num ambiente de festa e de velha e nova camaradagem.
Da Guerra do Ultramar às missões de combate à pirataria na Somália e à presença no Afeganistão. Várias gerações de fuzileiros juntaram-se, ontem, para comemorar o Dia do Fuzileiro, uma data instituída pela Marinha que, apenas, pretende institucionalizar algo que há muito era comemorado pelos caramadas, cujo lema é "fuzileiro uma vez, fuzileiro para sempre".
As comemorações decorreram durante a manhã de ontem na Escola de Fuzileiros: missa, parada militar e homenagem aos camaradas mortos, seguindo-se um almoço de confraternização. Um repasto que serviu para antigos e novos "fuzos" trocarem experiências. Mas foi, sobretudo, nos velhos camaradas que se notou mais animação. É porque o convívio é sempre uma boa altura para recordar episódios do passado, velhas conversas de caserna e, nalguns casos, começar a integrar os filhos no espírito dos fuzileiros.
"Os que já saíram mantêm interesse por todo o que diga respeito aos fuzileiros: as novas missões, os novos equipamentos, as armas, tudo", disse ao DN o comandante Duarte Mendes, do Departamento de Informações do Corpo dos Fuzileiros. O militar declarou ainda que a criação do Dia do Fuzileiro foi uma decisão da Marinha que, no fundo, pretendeu dar um cunho oficial a um encontro que já ocorria entre os militares que fazem e fizeram parte desta tropa de elite da Marinha. A Associação de Fuzileiros também deu um forte impulso à criação da data. O DN procurou falar com o seu presidente, o ex-coordenador da Polícia Judiciária Ilídio Neves, mas este encontra-se hospitalizado devido a um problema cardíaco.
"Desde a Guerra do Ultramar, o Corpo de Fuzileiros foi evoluindo naturalmente e foi sendo preparado para as novas realidades", descreveu Duarte Mendes, dando como exemplo as novas missões em que os "fuzos" participam: uma força está em alerta permanente a bordo da fragata Corte-Real, no combate à pirataria ao largo da costa da Somália e em preparação está um missão, juntamente com o Exército, para o Afeganistão.
O Corpo de Fuzileiros da Marinha é a mais antiga tropa de elite portuguesa. A fundação data de 1621, com a designação de Terço da Armada da Coroa de Portugal. Já no período da história recente de Portugal, os "marinheiros do fuzil" foram integrados nos Batalhões Expedicionários e nas Companhias de Marinha, combateram em Angola, Moçambique e Guiné.
Segundo o sítio da Internet da Marinha (http://fuzileiros.marinha.pt/CFuzileiros/site/pt), durante a Guerra Colonial "os fuzileiros vestiram o camuflado para combaterem na selva, nos rios, nos montes, na savana, patrulhando os rios, desembarcando em botes e em lanchas, efectuando golpes de mão a partir de unidades navais e de helicópteros, garantindo a segurança de instalações da Marinha, participando em combates de todos os tipos". Actualmente, o corpo de "fuzos" tem 1500 efectivos.»

Sábado, Junho 27, 2009

Barco à Vista

Pelo sua indubitável qualidade, e pelo interesse que o seu Autor demonstra e dedica à Marinha Portuguesa, acabei de acrescentar em "Outros Ventos" o link ao blogue "Barco à Vista" que não devem deixar de visitar; para um primeiro contacto basta clicar aqui.

As minhas Felicitações e Votos de Ventos Favoráveis.

Quinta-feira, Junho 25, 2009

Governo adjudicou sistema de vigilância costeira a empresa suspeita de corrupção

Transcrevo, com a devida vénia, do Jornal Público a notícia com o título em epígrafe:

25.06.2009, José Bento Amaro

Há cinco anos, a Indra foi investigada por suspeitas num concurso para fornecimento de material informático ao SEF. Caso é citado num relatório recente sobre corrupção.

A empresa a quem o Ministério da Administração Interna (MAI) adjudicou, na terça-feira, a proposta de fornecimento e instalação do Sistema Integrado de Vigilância, Comando e Controlo da Costa Portuguesa (SIVICC) surge referenciada num caso de corrupção num relatório divulgado esta semana pela Transparência Internacional, uma entidade que, anualmente, faz um levantamento deste tipo de criminalidade no mundo.
A Indra, assim se chama a empresa em causa, é uma empresa espanhola também instalada em Portugal e é suspeita de, em 2004, ter tentado corromper funcionários do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) durante um concurso para fornecimento de material informático. O PÚBLICO confirmou ontem, junto de diversas fontes do SEF e da Polícia Judiciária (PJ), a existência de um inquérito, o qual acabou por ser remetido, com proposta de acusação, para o Departamento de Investigação e Acção Penal.
Nesse inquérito, cujo desfecho final não foi ontem possível apurar - apenas foi avançado que o concurso esteve suspenso -, são indiciados como eventuais corruptos dois dos então funcionários do SEF, sendo um deles um quadro que fazia parte do júri que haveria de seleccionar a empresa que forneceria o equipamento informático. Esse funcionário, suspeito de beneficiar a empresa, acabaria por se reformar algum tempo depois de iniciado o processo.
A denúncia deste caso foi feita por um outro membro do júri, o juiz Moreira da Silva, que à data era director-geral adjunto do SEF. Actualmente, este responsável, que recusou tecer comentários sobre o caso, é o responsável máximo pela Unidade Nacional de Combate à Fraude e à Corrupção da PJ, onde chegou em Abril de 2004.
O PÚBLICO tentou ontem obter um comentário da Indra acerca deste caso mas a empresa, à semelhança do que fez quando lhe foram pedidos elementos relativos ao SIVICC, remeteu todos os esclarecimentos para a agência de comunicação e imagem Porternovelli. Esta comunicou entretanto que não seria possível responder em tempo útil às questões enviadas.

Costa mais segura

"A decisão de adjudicação baseou-se e fundamentou-se exclusivamente no relatório, na conclusão e na proposta da comissão de supervisão de consulta e na lei aplicável ao procedimento em causa", respondeu ontem o secretário de Estado da Administração Interna, José Magalhães.
O SIVICC consiste, basicamente, num sistema de radares e equipamento de visão orçado em 30 milhões de euros. A parte mais visível deste projecto são os 19 radares fixos que serão distribuídos ao longo da costa, desde a fronteira minhota até ao Algarve.
Estes radares, segundo apurou o PÚBLICO, permitem detectar qualquer movimento no mar até uma distância de 120 milhas, que vai muito para além das 12 milhas marítimas estabelecidas como zona marítima de respeito ou mar territorial. Todo o equipamento irá ser operado por pessoal da Unidade de Controlo Costeiro da GNR, cujos efectivos terão ainda ao dispor câmaras térmicas e 11 lanchas de vigilância e intercepção.
Toda a informação recolhida pelos novos equipamentos será canalizada para Alcântara, em Lisboa, onde será instalado o edifício de comando do SIVICC. A partir deste posto de comando será ainda possível estabelecer contacto com as autoridades de outros países europeus igualmente empenhados em travar acções criminosas como o tráfico de droga e armas, a imigração ilegal ou mesmo a entrada de terroristas.
O SIVICC destina-se a substituir o Sistema LAOS, um conjunto de sete radares fixos espalhados pela costa portuguesa, desde o final da década de 1980, mas que já se encontra obsoleto, ao ponto de só dois aparelhos ainda estarem operacionais.

Quarta-feira, Junho 24, 2009

Clube Militar Naval - Actividades



Integrada no Ciclo de Apresentações e Palestras subordinado ao tema "A Marinha no dealbar do Séc. XXI" organizado pelo CMN, o consócio Gouveia e Melo, Comandante da Esquadrilha de Submarinos, fará uma apresentação sobre "Os Submarinos da Classe Tridente" numa sessão que terá lugar no dia 25 de Junho e com início previsto para as 21h.

Sábado, Junho 20, 2009

Cabo Verde: Governo assina com Grã-Bretanha acordo de fiscalização conjunta de águas territoriais

Com a devida vénia transcrevo a seguinte notícia da Agência Lusa:

"Cidade da Praia, 19 Jun (Lusa) - Cabo Verde e Grã-Bretanha assinaram hoje um acordo de fiscalização conjunta do espaço marítimo cabo-verdiano, com o objectivo principal de prevenir o tráfico nesta região do Atlântico.

O acordo, assinado pela ministra da Defesa de Cabo Verde, Cristina Fontes, e pelo embaixador da Grã-Bretanha em Dacar, Christopher Trott, permite a realização de operações de vigilância e patrulhas conjuntas de luta contra o narcotráfico nas águas territoriais cabo-verdianas e na zona circundante do Oceano Atlântico.

O memorando inclui ainda o embarque de agentes da Guarda Costeira e da Polícia Judiciária cabo-verdianas para operações em navios da “Royal Navy” e da “Royal Fleet Auxiliary”, as duas componentes da marinha de guerra do Reino Unido.

Segundo a ministra cabo-verdiana, o acordo vai regular as missões conjuntas de fiscalização", para "garantir a estabilidade na região" através de um "reforço da fiscalização, vigilância e reacção a ilícitos”.

“Este memorando inscreve-se nesta ideia de parceria estratégica para combater os tráficos de todo o tipo e o narcotráfico em especial. Sendo um país da União Europeia, (o memorando com a Grã-Bretanha) inscreve-se no quadro da parceria especial, na construção do pilar Segurança e Estabilidade”, explicou.

O Arquipélago já assinou acordos semelhantes com outros países europeus, nomeadamente a Espanha e Portugal e, segundo a governante cabo-verdiana, está em preparação um acordo do género com os EUA.

Cristina Fontes acrescentou ainda que este memorando cria "um quadro estável" de cooperação.

“As operações serão realizadas de forma coordenada com outras acções dos outros países e o objectivo final é que as águas sob jurisdição de Cabo Verde possam ser controladas ao longo do ano com acções deste tipo”, disse.

Para as autoridades cabo-verdianas esta é a forma encontrada para controlar a sua extensa zona económica exclusiva e já que dispõe de poucos meios para o seu patrulhamento.

“É a forma que Cabo Verde tem encontrado, com a abertura destes países também interessados na segurança nesta zona, para colmatar a falta de meios para controlar áreas tão extensas. Com isso estamos a dar passos para reforçar o controle das águas e garantir que a criminalidade organizada seja combatida mais eficazmente com países que capacidades maior que as nossas”, concluiu.

Cabo Verde e a Grã-bretanha procuram reforçar as relações bilaterais, sendo o sector-chave a segurança, de acordo com o governo.

Durante a visita, o diplomata britânico, encontrou-se com o chefe do governo, José Maria Neves, para discutir as relações entre os dois países.

Um dos primeiros aspectos da visita, conforme avançou Christopher Trott, era discutir a questão da segurança no Atlântico.

“Cabo Verde, pela sua posição geo-estratégica, tem uma grande importância no que concerne à segurança nesta região do atlântico, pois está na rota do narcotráfico e da emigração clandestina para a Europa, pelo que há particular interesse, não só da Grã-Betanha como de toda a União Europeia, em manter e reforçar a segurança nos mares do Atlântico, a partir de Cabo Verde”, disse.

Esta visita e os esforços de maior aproximação da Grã-Bretanha a Cabo Verde estão inseridos também no contexto da Parceria Especial com a União Europeia, em que Trott afirma o apoio do seu país, pois considera que "ainda há muito trabalho a fazer" para o reforço daquela parceria."

Sexta-feira, Junho 19, 2009

Blogue do Poder Naval

Foi-me dado a conhecer este blogue brasileiro, mas com notícias interessantes sobre a Marinha Portuguesa.

Por exemplo dei conta do baptismo do submarino "Arpão" que teve lugar ontem dia 18 de Junho.

Basta seguirem este LINK e se pesquisarem ainda encontrarão um post recente, e a ler, sobre os nossos novos submarino "Tridente" e "Arpão".

A notícia no portal da Marinha foi difícil de encontrar... e com impacto público muito ténue...

Aproveito para dar conhecimento da seguinte apresentação que terá lugar no Clube Militar Naval no 25 Jun 09 – 21:00-22:00 e incluída no seu Programa de Actividades 2009:

"Os Submarinos da classe Tridente" pelo Consócio Gouveia e Melo, Comandante da Esquadrilha de Submarinos.



Ainda a Propósito da Salvaguarda do Património

Recebi uma mensagem do Camarada Contra-Almirante Engenheiro Construtor Naval Victor Gonçalves de Brito, Administrador do Arsenal do Alfeite, informando que o Jornal de Notícias de hoje, timidamente e na secção local "Almada", afirma em título e sem qualquer referência no texto ao imqualificável artigo anterior que "Alfeite cuida do património" (suponho que se refere ao nosso Arsenal).
Não resisto, no entanto, em transcrever, com a devida vénia ao autor, um PS daquela mensagem:
"PS.: Ainda a propósito de salvaguarda do património, é conveniente manter viva a memória que sem o empenho do Arsenal ainda tínhamos hoje os restos da Fragata D. Fernando II e Glória no Mar da Palha.
Foi o Arsenal que por iniciativa própria (contra recomendações negativas anteriores) sacou do lodo o que restava da Fragata, transportou-a para a doca 13 da Lisnave (na Margueira ), acondicionou-a para trânsito para Aveiro dentro da doca flutuante do Arsenal ( que nessa altura saiu do Porto de Lisboa pela 1ª e única vez), transportou-a para Aveiro, projectou a recuperação, fez a gestão do projecto técnico de recuperação, fez praticamente todo o aprestamento e mastreação, colocou a Fragata na Expo 98, manteve-a tecnicamente durante 11 anos e colocou-a na doca de Cacilhas, depois de recuperar a própria doca (abandonada há bastantes anos) e depois de construir a respectiva porta a partir do nada.
É evidente que o protagonismo do Arsenal do projecto Fragata D. Fernando, não obscurece a participação absolutamente fulcral do falecido Almirante Andrade e Silva e de muitos outros participantes que também contribuíram para que a Fragata D. Fernando II e Glória hoje esteja disponível para usufruto dos Portugueses."
Para que conste!
Um grande abraço